quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As perguntas mais freqüentes numa entrevista de emprego

Quantos de nós já não decorou as respostas daquelas perguntas básicas num processo de avaliação profissional? Será que já não existem profissionais ruins com formulários prontos - com as respostas certas - de acordo com o exigido pelas empresas de RH? Sabem de quais perguntas estou falando? Abaixo, escrevi algumas delas.
1. Fale um pouco sobre você.
2. Quais são seus objetivos no curto prazo?

3. Quais são seus objetivos no longo prazo?
4. Porque você decidiu trabalhar na nossa empresa?
5. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
6. O que procura num emprego?
7. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
8. Por que você acha de deveríamos contratá-lo?
9. O que você faz no seu tempo livre?
10. Quais são as suas maiores qualidades?
11. E pontos negativos e/ou defeitos? Como você lida com eles?
12. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
13. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?
14. Quais foram os resultados mais importantes que obteve em sua carreira?
15. Como você descreve sua personalidade?
16. O que você procura num determinado emprego?
17. Quanto tempo necessita para trazer uma contribuição para a nossa empresa?

18. Quanto tempo pretende ficar conosco?
19. Com que tipo de pessoa você sente dificuldade de trabalhar?
20. O que você sente dificuldade para realizar?
Bem, viram que não é difícil respondê-las. Mas, no momento da pressão psicológica, nem sempre as respostas vão surtir o efeito esperado pelos avaliadores. Porisso, digo que já há as respostas pré decoradas, onde os candidatos já sabem o que vai ser perguntado. Aí as respostas saem perfeitamente e de acordo com o esperado pelas empresas de RH.
Mas, será que após aprovados, estes profissionais darão conta do recado? Eu creio que o ideal será definir a qualificação do profissional no ambiente de trabalho onde irá atuar. Se for num escritório, que seja lá, pois ele já estará vivenciando o que se espera dele; se for no campo, que ele seja avaliado lá onde ele atuará; e deverá estar presente o gestor de sua área de atuação. Assim, será possível o gestor saber que aquele profissional realmente entende do "negócio" e serve pra empresa.
E como avaliar se este novo profissional será o que se esperava dele? Como medir a eficiência (fazer bem) e a a eficácia (fazer bem todos os dias) dele antes de ser contratado? Afinal, "incompetente é quem contrata um incompetente".

Testes Psicológicos buscam bons profissionais?

Bom dia. Eu criei este blog por não concordar com certas "maneiras" de contratação de profissionais. Não sou contrário a estes testes psicológicos e muito menos à psicologia em si, pois eu mesmo a aplico por várias vezes. Me refiro a modelos prontos, pré-definidos, utilizados por empresas de Recursos Humanos, quando estão em processos de recolocação profissional.
Nesta primeira matéria eu quero dar ênfase a este tópico que tem sido muito discutido, seja por profissionais desempregados que buscam uma recolocação no mercado de trabalho - vários cargos -, seja por empresas que estão à procura de bons profissionais para o seu quadro de colaboradores, seja por outras empresas de Recursos Humanos que necessitam se interargir com estas para auxiliar as empresas.
Será que estes testes pré-definidos resultam em avaliação adequada do profissional? Será que aqueles cadernos de testes, com suas figuras variadas, tentando buscar uma atenção mais aprofundada dos candidatos, contribui para se definir quem é o melhor? E será que este melhor após avaliado nestes testes, terá realmente o perfil que a empresa precisa para o seu quadro de colaboradores?
O que nos tem parecido é na tentativa de se aperfeiçoar cada vez mais as técnicas de definição de um bom profissional, estão criando bons profissionais na interpretação destes desenhos contidos nos cadernos, afim de resolvê-los e trazer os resultados esperados por seus avaliadores. Mas será que estes profissionais que se qualificaram serão bons profissionais nas empresas? E a aptidão profissional necessária ao bom desenvolvimento do trabalho? E a ética profissional - tão discutida nos dias de hoje - está sendo aplicada em toda a cadeia de definição deste bom profissional? E a empresa que está esperando por um profissional que trará os resultados esperados por ela? Será que os RH's destas empresas estão de pleno acordo com estas metodologias?
E aqueles traços contínuos ///////////////////-///////////////////-/////// que se precisa fazer o mais rápido possível, alinhadinhos, com todos do mesmo tamanho, com a mesma distância netre eles, e depois ainda contá-los?
E são aplicados logo que o candidato chega ao local previamente definido para os testes, não importando quantos km ele viajou até chegar lá. E o stress da sua viagem, mais o nervosismo, as mãos trêmulas, a cabeça voltada pro "e se eu não passar"... to desempregado a tanto tempo? Será que estes traços serão perfeitos? O que se pretende avaliar? Que o candidato é incapaz de conseguir tal perfeição? Com certeza ele vai fazer vários traços, de todos os tamanhos e de todas as distâncias entre eles; e, provalvemente, vai errar a contagem deles.
Reflitam bem sobre estes testes. Será uma boa maneira de recrutamento?